Uma
Filosofia de Vida
por Carlos Raposo
www.artemagicka.com
Pegando carona
na atitude de alguns IIr.'., quando mostram-se sinceros
e verdadeiros, aproveito para falar algo sobre a
minha própria filosofia de vida.
Por favor, àqueles que me conhecem, não
encontrem nada de pessoal aqui, relacionado diretamente
a alguém ou mesmo relacionado com qualquer tipo
de situação isolada ocorrida em minha
vida. São apenas palavras nas quais depositei
alguns momentos de reflexão, e como meras palavras
devem ser lidas.
Sobre ser sincero,
mais ou menos é o que eu
penso e aplico em relação a minha própria
vida e àqueles que me cercam. Contudo - e isso
se aplica a meu modo de ser - aprendi que nem sempre
a simples e honesta atitude de dizer o que se pensa é suficiente
para cultivarmos um mundo, pelo menos, um pouco melhor. Às
vezes, o efeito é até contrário,
pois geramos dor, mesmo que a partir de nossa mais
pura honestidade, ou sinceridade. Daí a necessidade
de desenvolvermos uma sensibilidade a mais ao exercermos
a tão proclamada sinceridade que nos causa tanto
orgulho; de desenvolvermos um certo tato que nos habilite
a dizer exatamente o que queremos, mas também
com a devida preocupação com o efeito
que nossas palavras causarão.
Conheço pessoas que são totalmente francas
e sinceras. Todavia, algumas delas estão tão
acostumadas, viciadas e ocupadas com o valor da própria
sinceridade, que nelas não há espaço
para sequer pensar na hipótese de existir alguém
sendo, duramente ou não, atingido por está sinceridade.
Isso, para mim, é puro egoísmo e até falta
de educação. Respeito ao próximo,
parece não existir nestas pessoas.
É claro, a sinceridade crua pode até ser
considerada uma nobre virtude, assim como a uva é uma
fruta saborosa em seu estado natural. Vinhos, porém,
são uvas trabalhadas. Trabalhar a sinceridade,
então, da mesma forma, pode gerar algo de muito
belo também. Evidentemente, às vezes,
nada disso é necessário e ser apenas
sincero, basta.
Finalizando,
talvez o que de mais belo eu tente assimilar, o mais
precioso ensinamento que tenho me esforçado
(e forçado) para aprender nos últimos
anos, foi magistralmente gravado pelo nosso Avô Lao
Tse, quando disse, sobre o Santo-Homem, que ele sabe
prescrever sem ferir, advertindo sem humilhar, retificando
sem oprimir e, por fim, Iluminando sem ofuscar. Isso é o
verdadeiro exercício da Arte que procuro aprender
e o que procuro verdadeiramente ser.
Bem, acho que
ainda estou há alguns anos-luz
deste estado. Mas eu chego lá
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